sexta-feira, 3 de maio de 2013

Oligarquia

OLIGARQUIA

A palavra "oligarquia" tem origens gregas e significa "governo de poucos". A palavra foi usada no Brasil como adjetivo para um período da História da República na qual apenas uma elite tinha o direito ao voto e direito a ocupar cargos eleitos. Nessa época, o governo favorecia apenas uma pequena parcela da população, contrariando a promessa da "Res publica" como um "governo do povo". A "República Oligárquica" durou até 1930.


República

REPÚBLICA

A República é um sistema de governo no qual o chefe de Estado é eleito pelo povo e, geralmente, este cargo é do Presidente da República. No entanto, em vários momentos da História a República foi compreendida de diferentes maneiras. Para simplificar, vamos considerar a origem da palavra "res publica" que significa "coisa pública", "coisa do povo". Idealmente um governo republicano deveria ser um governo para o povo. No entanto, historicamente não é bem isso que vem acontecendo.
Desde a sua proclamação em 1889, a República no Brasil passou por diversos períodos.

Curiosidade: O Brasil manteve-se uma Monarquia enquanto os países vizinhos já eram Repúblicas.

Charge publicada no Blog Leiturização na Blogosfera

A primeira Constituição da República é de 1891.
Leia o artigo: LAFER, C. O significado de República

Qual República?


Proclamação da República. Benedito Calixto, 1893.
Acervo da Pinacoteca Municipal de São Paulo
O famoso quadro de Benedito Calixto pretende representar o momento de ruptura e de mudança de regime político: depois de mais de sessenta anos o Brasil deixava de ser uma Monarquia (entre Repúblicas) para, finalmente, tornar-se uma República.
O quadro indica algumas facetas deste momento: não há povo e os militares ocupam o papel central. A mudança do regime foi tão rápida que chega a ser classificado como um golpe. Para alguns, o povo "assistiu bestializado", para outros, a seu próprio modo, a população era ativa em suas vontades.
Mas, nada é tão simples quanto parece.

Notícias da Proclamação da República

Gazeta da Tarde, 15 de novembro de 1889.
"A partir de hoje, 15 de novembro de 1889, o Brasil entra em nova fase, pois pode-se considerar finda a Monarquia (...) Foi o exército quem operou esta magna transformação"


Jornal do Commércio, 16 de novembro de 1889.
"Despertou ontem esta capital no meio de acontecimentos tão graves e tão imprevistos que as primeiras horas do dia foram de geral surpresa. Rompeu com o dia um movimento militar que, iniciado por alguns corpos do exército, generalizou-se rapidamente pela pronta adesão de toda a tropa de mar e terra existente na cidade. 
A conseqüência imediata desses fatos foi a retirada do ministério de 7 de junho, presidido pelo Sr. Visconde do Ouro Preto, que teve de ceder à intimação feita pelo Sr. Marechal Deodoro da Fonseca que assumiu a direção do movimento militar. À exceção do lastimoso caso do Sr. Barão do Ladário, que não querendo obedecer a uma ordem de prisão que lhe fora intimada, resistiu armado e acabou ferido, nenhum ato de violência contra a propriedade ou a segurança individual se deu até o momento em que escrevemos estas linhas. (...)"

Novidades, 15 de novembro de 1889. 
"A população desta cidade foi hoje, ao acordar, sobressaltada pela notícia de graves acontecimentos que se estavam passando no quartel general do exército, em ordem a despertar as mais sérias inquietações (...) 
Todo o movimento social da cidade acha-se paralisado. O comércio em grande parte fechou as portas. As ruas mais freqüentadas nos dias ordinários estão desertas; raros transeuntes passam, apressados, como perseguidos. (...) O serviço de bondes é feito com grande irregularidade; há longos intervalos no trânsito dos carros, que chegam aos pontos de estação aos grupos de cinco e seis. (...) O pânico anda no ar e nas consciências. (...)"


 Cidade do Rio, 15 de novembro de 1889. 

"A população fluminense despertou hoje com a notícia de que se havia o exército recusado a cumprir ordens do governo por julgá-las ilegais e ofensivas ao seu brio. Dois batalhões que haviam recebido ordem de seguir para pontos afastados do Império, decidiram não obedecer esta ordem. 

Hoje: 
6 horas da manhã - O ministério está reunido na secretaria do império. Estão fechados os quartéis do 7º, do 10º e do Corpo de Bombeiros. desembarca na corte, vindo de Niterói, uma parte do Corpo de Polícia da província. Outra parte da força está na ponte da Armação a espera da lancha que a conduza à corte. 

7 horas - Sobe a rua do Ouvidor uma força de fuzileiros navais. Os soldados estão em pé de guerra. Os oficiais trazem revólver. 

8 horas - É quase impossível chegar ao Campo de Santana. uma força do 10o está no largo da Lapa para impedir a passagem provável de estudantes da Escola Militar. Das janelas do palacete Itamaraty parte uma descarga sobre o povo. 

9 horas - À porta de uma taverna, na esquina da rua são Lourenço está sentado, com um ferimento na fronte, o sr. barão do Ladário, ministro da marinha. O ferido está com um gramete ao lado. (...) Estão fechadas todas as estações de polícia. 

9 1/2 - (...) O quartel está fechado. Dentro está o batalhão que não quer, segundo consta, seguir para onde foi removido. O ministério continua reunido. 

10 horas - (...) Confirma-se o boato de que o ministério pediu demissão. (...) 

10 horas e meia - Os alunos da Escola Militar sem ordem, nem todos fardados, mas armados, tendo à frente uma corneta do 22o seguem para o Campo de Santana, dando vivas à Nação brasileira e ao exército. O ministério que estava preso e guardado pelo exército, rende-se. O general Deodoro entra no quartel em triúnfo, abraçado, entre aclamações entusiasmáticas. O exército dá vivas à República. É o grito que se ouve em todo o Campo de Santana. (...) 

10 e 3/4 - O general Deodoro é carregado em triúnfo. O 2o de artilharia dá uma salva de 21 tiros. Povo, exército e marinha dão vivas à Nação brasileira. (...)"



Diário do Commércio, 16 de novembro de 1889. 

"O dia de ontem foi de surpresas para a pacífica população industrial desta cidade. 
A revolução de ontem é filha unicamente das energias e espírito de classe dos militares, e foram os oficiais superiores que, passando-se para a causa democrática, a tornaram vencedora no momento." 


 Correio do Povo, 16 de novembro de 1889. 

"Cerca de 9 horas da manhã, à intimação do povo e do exército, o gabinete declarou-se demitido, pedindo o senhor Visconde de Ouro Preto ao general Deodoro da Fonseca garantia para a sua pessoa e dos seus colegas. O sr. general respondeu-lhe que o povo e o exército não ofenderiam os cidadãos destituídos do governo e que os ex-ministros podiam se retirar na maior tranqüilidade, como aconteceu. 
Ao ser comunicada ao povo e aos militares a queda do ministério, levantaram-se aclamações de todos os lados à República Brasileira e vivas estrepitosos, enquanto o parque de artilharia dava uma salva de 21 tiros, com os canhões Krupp assestados para a secretaria da guerra. 
O general Deodoro, o Sr. Quintino Bocayuva e o tenente-coronel Benjamin Constant foram então disputados pelo povo e pelos militares, que os carregavam em verdadeiro triúnfo. (...) 
Durante todo o dia e até alta hora da noite o povo percorreu as ruas do centro da cidade, formando diversos grupos precedidos de bandas de música. Expansiva em seu entusiasmo, a população erguia vivas e saudações à imprensa livre, aos bravos do exército e armada, ao general Deodoro, a Quintino Bocayuva e à República Brasileira. (...)" 


República Brazileira, 21 de novembro de 1889
Comecemos de pensar. Esta República que veio assim, no meio do delírio popular, cercada pela bonança esperançosa da paz; esta República no século XIX que surgiu com a precisão dos fenômenos elétricos, sem desorganizar a vida da família, a vida co comércio e a vida da indústria; esta República americana que trouxe o símbolo da paz, que fez-se entre o pasmo e o temor dos monarquistas e a admiração dos sensatos - esta República é um compromisso de honra e um compromisso de sangue. (...)"


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Revolução Russa - atividade: Trecho de "Outubro"

REVOLUÇÃO RUSSA - ATIVIDADE: TRECHO DE "OUTUBRO"


Estamos estudando o processo revolucionário da REVOLUÇÃO RUSSA de 1917. Para isso, vamos analisar o trecho de um filme feito em 1927 em comemoração aos 10 anos da revolução. O filme é chamado de "Outubro" e foi feito pelo famoso diretor russo Serguei Einsenstein. 

Para analisar o trecho, observe que há vários elementos SIMBÓLICOS, ou seja, são como metáforas visuais que representam algo da realidade.

Para melhor compreensão, vamos dividir esse trecho em 5 partes:

1. Povo nas ruas
2. Governo Provisório
3. Troca de chapéus
4. Continuidade na Primeira Guerra e fome
5. Chegada de Lenin





1. A partir da divisão proposta, identifique os elementos simbólicos que aparecem no filme e seus possíveis significados.
2. Descreva imagens ou trechos que mais chamou sua atenção. 
3.Descreva o que compreendeu do processo revolucionário de 1917 a partir do trecho visto.

quinta-feira, 21 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

Vestígios do passado - Luzia

Vestígios do passado - Luzia

O arqueólogo e antropólogo Walter Neves, batizou de Luzia o crânio encontrado em meados da década de 1970 na região de Minas Gerais. Esse é o crânio mais antigo das Américas, foi datado entre 11.400 a 16.000 anos atrás.
Após um longo trabalho, foi possível reconstituir o que seria a possível face de Luzia.
 O crânio de Luzia que foi exposto no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, foi submetido a uma tomografia por uma equipe de pesquisadores ingleses. Com o uso de computadores o crânio foi "copiado" em material sintético. O novo crânio foi levado para Manchester, onde Richard Neave refez com argila a face de Luzia.

O resultado foi uma fisionomia com traços negróides. Luzia tinha olhos arredondados, nariz largo e queixo bastante proeminente. Detalhes como lábios e orelhas foram concebidos por aproximação com os tipos negróides atuais (africanos e aborígines australianos).

O crânio de Luzia dá bases para a teoria de povoamento das Américas de Walter Neves. De acordo com ele, a América teve duas ondas de povoamento, a primeira do povo de Luzia que não deixou descendentes. Já a segunda leva de migrantes foram de povos vindos da Ásia o que originou os povos indígenas.
Veja o artigo na revista da Fapesp: Walter Neves: o pai de Luzia

Assista ao vídeo:

Pedro Leopoldo: o berço de Luzia (parte 1)
Pedro Leopoldo: o berço de Luzia (parte 2)

Relato Oral

RELATO ORAL

Os relatos orais, ou fontes orais, são importantes documentos históricos criados a partir do depoimento das pessoas. Esses relatos podem abordar diferentes assuntos da vida pessoal ou pública. Por exemplo, o Museu da Pessoa, que é um museu virtual conserva e estimula que várias pessoas, de diferentes lugares, idades, ocupações, façam relatos sobre suas vidas. Para conhecer, clique aqui.

sábado, 16 de março de 2013

Documento escrito


Os historiadores utilizam, dentre outros, documentos escritos para conhecerem e escreverem sobre o passado.
Esses documentos podem ser documentos oficiais (do Governo), como a Carta de Caminha escrita em 1500. Nessa carta o escrivão Pero Vaz de Caminha narra o encontro entre os portugueses e os índios no Brasil.



Manuscrito O Guardador de Rebanhos
Publicado em Palavras Rabiscadas




Outro tipo de documento escrito podem ser manuscritos diversos, tal como a cópia da página do caderno manuscrito de "O Guardador de Rebanhos" (Fernando Pessoa), conservado na Biblioteca Nacional. 
 
Carta de Afonso Labatte
 Arquivo do Estado de SP
Imigração em São Paulo








 Cartas também são documentos escritos, como podemos ver na imagem. Para escrever a história dos imigrantes, os historiadores podem usar os documentos que estão no Arquivo Público do Estado de SP.
Página 3 - Lista de moradores
de Campinas, 1779
Arquivo do Estado de SP
"Viver em São Paulo"

Também são documentos escritos os registros diversos feitos pelas administrações de cidades. Na imagem vemos uma página da Lista Geral dos moradores da Nova Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas, registro de moradores da cidade de Campinas, do ano de 1779.










domingo, 3 de março de 2013

Períodos Históricos - Idade Média

PERÍODOS HISTÓRICOS - IDADE MÉDIA



Como já vimos, o estudo do passado é dividido em grandes épocas (períodos) para facilitar a compreensão. A partir de agora vamos estudar o que chamamos de "Idade Média". Esse período é bastante longo, como é possível ver na imagem acima: vai aproximadamente do século V ao XV, ou seja, são dez séculos.
O início e fim da Idade Média são controversos, de acordo com o historiador Jacques Le Goff. Há pelo menos três datas para o início:

  • Ano 330 – reconhecimento da liberdade de culto dos cristãos.
  • Ano 392 – oficialização do cristianismo 
  • Ano 476 - deposição do ultimo imperador romano 
E três datas para o seu fim:

  • Ano 1453 – queda de Constantinopla 
  • Ano 1492 – descoberta da América 
  • Ano 1517 – Início da Reforma Protestante
Ou seja, não é possível marcar "exatamente" seu início e seu fim. Melhor seria marcar "períodos de mudanças" de uma época para outra.
E quais são as características principais da Idade Média? Isso gera muitos debates entre os historiadores. Alguns dizem que foi "idade das trevas" e que pouca coisa importante aconteceu. Mais recentemente outros historiadores mostram como foi um período muito surpreendente e instigante. E, para compreendê-la melhor, foi proposto uma sub divisão:

Na escola não temos tempo e espaço para aprofundar nesse período. Mas, fora da escola há muitos materiais, filmes, documentários que podem indicar alguns caminhos. 

Veja este documentário exibido no canal History sobre "A vida medieval"

sábado, 2 de março de 2013

Antigo Regime

ANTIGO REGIME

Rei Sol de Hyacinthe Rigaud (1659-1743) 
No estudo do passado vamos nos deparar com muitos "nomes" que se referem tanto a períodos históricos, como a tipos de pensamentos, grupos de pessoas, etc... É como se tudo precisasse de um "apelido" que explicasse o que aconteceu. Às vezes concordamos com o apelido, e às vezes esse apelido se torna "ultrapassado". Isso vai depender de quem estiver colocando, ou observando o apelido.

Bom, "Antigo Regime" é um desses apelidos que descreve um conjunto de características de uma época. Quem deu esse nome quis enfatizar que este "regime" já era "antigo". Regime é uma palavra que, nesse caso, se refere a um governo. Assim, antigo regime seria um tipo de governo já antigo. O "Antigo Regime" refere-se ao período em que a França, e outros países da Europa, eram governados por reis absolutistas (Absolutismo), a sociedade era rigidamente dividida (Estamental) e a economia adotava práticas centralizadoras (Mercantilismo)

A imagem do Rei Sol representa o rei absolutista da França, Luis XIV.
Barras de ouro
imagem de Info Escola

O Mercantilismo tinha as seguintes práticas:
  • METALISMO:  O ouro e a prata eram as riquezas mais importantes que faziam a riqueza dos Estados. Esses governos buscavam cada vez mais ouro e prata, a qualquer custo.
  • BALANÇA COMERCIAL FAVORÁVEL: O Estado deveria exportar (vender) mais do que importar (comprar), com isso mantinha o valor da balança comercial positivo. Ou seja, entrava mais dinheiro do que saía.
  • INCENTIVO A NOVAS ATIVIDADES ECONÔMICAS: Para aumentar as riquezas do país os governos incentivavam novas atividades econômicas. Mas, se todo mundo só quer vender e ninguém quer comprar, o que fazer? Portugal e Espanha, por exemplo, buscaram novos produtos em novas terras.

"O mercantilismo criou as condições necessárias para a ascensão da burguesia como classe dominante e o surgimento de uma sociedade econômica fundada em bases mais sólidas, o que permitiu a expansão e consolidação do capitalismo. Foi graças também ao mercantilismo, com suas teses protecionistas e possibilidade crescente de suprimentos, que se criaram, efetivamente, as condições para a eclosão da Revolução Industrial. É oportuno assinalar que, embora o mercantilismo tenha insistido na comercialização como base de toda a sua política, acabou, na prática, atuando exatamente ao contrário, pela forte intervenção da Coroa nos negócios. Daí que, em contrapartida, podemos definir mercantilismo como a intervenção do governo nos negócios para garantir a riqueza e o poder da Coroa. Na Inglaterra (...) sua adoção orientou o estabelecimento das colônias, a concessão de privilégios e monopólios a companhias comerciais, além do rígido controle, pelo estado, de praticamente todas as atividades econômicas." (Fonte: IANNONE, R. A Revolução Industrial. São Paulo: Moderna, 1992. p. 40.)


sexta-feira, 1 de março de 2013

Conferência de Berlim

CONFERÊNCIA DE BERLIM

Entre 1884 e 1885, na cidade alemã Berlim, reuniram-se líderes de países europeus interessados em discutir e distribuir pedaços do continente africano. Esse evento, que durou alguns meses, ficou conhecido como Conferência de Berlim. (Veja aqui a Ata Geral da Conferência de Berlim) Essa conferência foi uma tentativa de resolver as reivindicações dos países europeus pela  Partilha da África.
Conferencia de Berlim, 1884
citada em Wikimedia Commons
Mapa francês da África (1898)
Citado em Wikimedia Common
Essa grande reunião influenciou o destino de milhares e milhares de pessoas que viviam no continente africano. Os povos que ali viviam passaram a ter seus territórios definidos por estrangeiros. Na lateral direita é representada essa reunião numa charge de 1884. 

Acima vemos um mapa francês no qual o território africano aparece dividido e repartido entre os países europeus.



SUA VEZ

Abaixo vemos dois mapas da África. O primeiro mostra os diferentes países africanos. Essa divisão foi consequência da presença dos povos estrangeiros, como vimos acima. O segundo mapa representa os territórios ocupados pelos diferentes povos que vivem na África. 
Observe os mapas e responda.
1. Qual é a diferença entre os dois mapas?
2. Em vários países africanos convivem diferentes povos. Você acha que isso pode gerar problemas sociais? Explique.
3. Você acha que deveria haver outra divisão política da África? Por quê?

Mapa produzido por Redefor - Unicamp



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O poder da manifestação popular

O PODER DA MANIFESTAÇÃO POPULAR

Estudamos que o Governo está dividido em Três Poderes (Poder Legislativo, Poder Judiciário e Poder Executivo). Mas, acima desses poderes está o PODER DO VOTO. Ou seja, o poder dado a todos os cidadãos para escolherem os seus representantes no governo.

Consulte o jornal: 21/11/2011 - O Liberal
Além do voto, a população também pode usar outros mecanismos para fazer valer sua opinião. E, uma das formas é a PASSEATA, quando um grupo de pessoas sai às ruas e expressa suas opiniões ou anseios, exigindo alguma mudança. 

Estudamos um caso que ocorreu no ano de 2011, em Americana (SP), quando um grupo de pessoas resolveu manifestar-se contra o aumento salarial dos vereadores em 60%.

Na imagem ao lado vemos a primeira página do jornal O Liberal de 27/11/2011 na qual é noticiada a manifestação popular "Povo vai às ruas contra reajuste de vereadores".
29/11/2011


Poucos dias depois a manifestação gerou um efeito que pode ser observado na capa do jornal de 29/11/2011: "Vereadores voltam atrás e novo projeto zera o índice de aumento".


E, finalmente, no dia 02/12-2011, o jornal trouxe a notícia esperada "Com Câmara lotada, índice zero é aprovado", anunciando que aqueles 60% de aumento não será realidade e o índice de aumento cai para 0%.

A partir da análise dessas notícias foi possível perceber o poder da mobilização popular para gerar mudanças e transformações.


AGORA É SUA VEZ

1. Vimos, pelas reportagens, que o aumento de 60% que os vereadores de Americana/SP queriam dar a si mesmos não foi aceito pela população que reagiu fazendo uma passeata. Com isso, os vereadores mudaram de ideia e não aumentaram o próprio salário. Por que você acha que eles mudaram de ideia?

2. Você participaria de uma passeata? Que tipo de coisa você reivindicaria?



sábado, 9 de fevereiro de 2013

DURAÇÃO: curta, média e longa

Quando falamos em TEMPO no estudo do passado, podemos pensar em três tipos de tempos:
  • CURTA DURAÇÃO
  • MÉDIA DURAÇÃO 
  • LONGA DURAÇÃO
Bom, e o que são esses tempos?
Primeiro, vou dar um exemplo disso em relação a filmes: existem filmes chamados de "curta metragem" (de curta duração) que são pequenos filmes que duram até 20 minutos. Existem filmes chamados de "média metragem" (média duração) que tem um tempo de 20 a 70 minutos. E, existem os filmes "longa metragem" (longa duração), que duram mais que uma hora e 10 minutos.

E a duração?
Bom, curta duração refere-se àqueles eventos e processos que duram pouco tempo, que acontecem de maneira rápida. 
Média duração são aqueles eventos que duram um tempo intermediário, não são nem muito rápidos e nem muito demorados. 
E, longa duração refere-se àqueles eventos que demoram muito tempo para terminar, ou, ocorrem em um tempo muito longo.

Pensemos num exemplo: um ano é de curta, média ou longa duração? Isso depende! Em relação a um dia ele é de longa duração, mas, se compararmos com um século, ele é de curta duração. Entendeu?

Vejamos outro exemplo: Um móvel antigo, geralmente dura bastante tempo enquanto os móveis mais "novos", em geral, estragam mais rápidos. Não é assim? Ou seja, um pode ser comparado ao tempo de "longa duração" e o outro a um tempo de "curta duração".

http://www.historytoday.com
Um famoso historiador chamado Fernand Braudel, que estudou e escreveu sobre o "Mar Mediterrâneo" criou a expressão "longa duração" para descrever o tempo daqueles fenômenos históricos que levam muito, muito tempo para ocorrer. Se por um lado vivemos numa época em que o tempo parece correr muito rápido, existem ainda aquelas coisas de demoram muito para mudar, ou mudam muito lentamente. A cultura de um povo muda muito devagar, as paisagens também demoram muito para mudar. Enfim, é possível pensar em diversos aspectos da vida do ser humano que tem uma transformação muito lenta.


AGORA É SUA VEZ:

1. Você entendeu a postagem?
2. Cite exemplos que possam ser considerados de "curta duração", "média duração" ou "longa duração"

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Dica: Mapa da Europa para colorir

DICA: MAPA DA EUROPA PARA ESTUDAR E COLORIR!

Dica para estudar a localização dos países europeus: imprimir e colorir o mapa acima! 
Bom trabalho!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Permanências e rupturas

As palavras "permanência" e "ruptura" são duas palavras importantes para o estudo do passado. 

PERMANÊNCIA:  Refere-se àquilo que "se mantêm" ao longo do tempo, que não "mudou", que continua existindo.

RUPTURA: Refere-se àquilo que é "diferente" do que existia no passado, coisas que passaram por "mudanças" e grandes "transformações".

Pensemos no exemplo da sala de aula: podemos dizer que a maneira como as salas são organizadas (alunos nas carteiras e professor na frente falando) é uma "permanência" pois isso ocorre há bastante tempo. Por outro lado, podemos dizer que a "liberdade" dos alunos é uma "ruptura" pois é algo mais recente, diferente do que acontecia, por exemplo, há 40 anos atrás.

Entendeu?

Mais um exemplo. Existem produtos que trazem a expressão "Desde" para indicar que é antigo. Um exemplo é o "Leite Moça" "desde 1921". 
Outro exemplo é a marca "Catupiry" que vem com a expressão "Desde 1911" e ainda, em alguns casos, vem escrito "100 anos". 
Ou seja, ao escrever isso está sendo enfatizado que este produto existe há bastante tempo e tem uma "tradição", ele existiu antes e continua existindo. Isso está relacionado ao conceito de PERMANÊNCIA. Ou seja, algo que continuou existindo durante bastante tempo.

Por outro lado, tem produtos em que se enfatiza o NOVO. Ou seja, é melhor que ele seja DIFERENTE dos anteriores. Ao fazer isso, a empresa quer mostrar que houve uma RUPTURA em relação aos produtos anteriores.  Um exemplo disso é o produto "OMO" que constantemente vem com a palavra "NOVO". Ou seja, neste caso valoriza-se o diferente, o que mudou. 


Bom, vimos aqui alguns exemplos simples para tentar compreender o que é PERMANÊNCIA e RUPTURA. Com certeza veremos vários outros exemplos ao longo do ano. Aliás, é fundamental compreender essas duas palavras para compreendermos os PROCESSOS HISTÓRICOS.

Veja que interessante essa animação sobre mudanças tecnológicas:



SUA VEZ!

1. Você consegue pensar em outros exemplos de permanências e rupturas? Compartilhe com a gente nos comentários.
2. Você valoriza mais as permanências ou as rupturas? As coisas que existem há bastante tempo ou as coisas novas?

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Neocolonialismo

NEOCOLONIALISMO

A palavra "neocolonialismo" é composta de três partes: "neo" + "colonia" + "ismo".

NEO = prefixo de indica algo novo (Ex: neoliberalismo, neonazista, etc)
COLÔNIA = refere-se, dentre outras coisas, a espaços ocupados e dominados por pessoas de outras regiões ou países.
ISMO = sufixo (que vai no fim das palavras) que indica um conjunto de ideias, práticas ou doutrina. (Ex: cristianismo, protestantismo, socialismo, capitalismo, etc...)

E aí, entenderam? Ainda não, né?

Vejamos de outra forma. O "neo" aparece nesta palavra para ficar diferente de "colonialismo". Ou seja, existem dois tipos de colonialismo, o antigo e o novo. O antigo é aquele que ocorreu no século XVI quando os europeus chegaram e dominaram a região das Américas. O novo colonialismo é o que estamos estudando. 
A diferença entre esses dois colonialismos (o antigo e o novo) é que ocorreram em ÉPOCAS diferentes. Mas, eles possuem características semelhantes, por isso, o nome parecido.

E o que é o colonialismo?
Simplificando: é quando um país, povo ou pessoas dominam, controlam e ocupam regiões de OUTROS povos, países ou pessoas. 
No passado os europeus ocuparam as terras da América e a dominaram.
O neocolonialismo refere-se à ocupação e dominação que os europeus fizeram em países dos continentes asiático e africano, no século XIX.

Ainda não entendeu? Tudo bem. Traga suas dúvidas para a sala de aula.