terça-feira, 16 de julho de 2013

"REVOLUÇÃO DE 1930": GOLPE OU REVOLUÇÃO?

Diz-se que as revoluções provocam grandes mudanças e, por isso, recebem este nome. No entanto, há algumas revoluções sociais que na interpretação de alguns geraram "rupturas" mas, para outros, elas não geraram mudanças, mas, mantiveram "continuidades". Ou, há ainda revoluções que promoveram tanto "rupturas" quanto "continuidades". Ou seja, provocaram mudanças mas também mantiveram as mesmas coisas que ocorriam antes.
 Para compreender o caso da "Revolução de 30" vejamos o seu contexto. Vamos lembrar que nas primeiras décadas da República foi adotada acordo do  "café com leite", ou "política oligárquica", na qual os presidentes eram, ora de São Paulo, ora de Minas Gerais. Ou seja, apenas pessoas da elite desses dois estados poderiam ser presidentes. E os outros estados? Poderiam até se candidatar, mas, não venciam. Como assim?! Ora, com fraude e controle dos votos. Assim, vencia aquele que já era o escolhido.
Bom, para as eleições de 1930 ao invés da indicação do mineiro, pois era a sua vez, foi indicado outro paulista. Isso causou indignações nos mineiros que, aliando-se aos outros estados, formaram um grupo e lançaram um candidato forte: Getúlio Vargas. Este perdeu nas eleições, mas, apesar disso, foi posto no poder depois da "Revolução de 30".

Como compreender a Revolução de 1930? Vamos citar 3 interpretações:

1.     A primeira interpretação afirma que a Revolução foi feita por burgueses e portanto pela elite da sociedade (Nelson Werneck Sodré e Virgílio Santa Rosa). Elite composta por industriais que se fortaleceram depois da I Guerra Mundial. Esses industriais eram contra as políticas que favoreciam a "economia agrária do país" (plantação de café). Assim, em 1930 houve uma revolução pois o governo passou a valorizar e ampliar a economia industrial em detrimento da economia agrária.

2.     Outra interpretação é contrária a esta. Boris Fausto  alega que a elite industrial não tinha força suficiente para derrubar o poder. Para ele, a revolução foi um "rearranjo" de forças dentro da própria elite. Com Getúlio Vargas foi possível desenvolver o mercado interno e o Brasil passou a "desenvolver-se" politicamente e economicamente.

3.     Há, no entanto, além dessas interpretações, trabalhos desenvolvidos na década de 1980 que lançaram focos sobre a classe operária indicando que, o ocorrido  em 1930 tinha o objetivo de "calar" a voz dos movimentos sociais (operários). Ou seja, "façamos a revolução antes que o povo a faça".

Assim, a "Revolução de 1930" é compreendida por alguns como uma ruptura e mudança na política brasileira. E, por outros, como um golpe que calou a força da organização dos movimentos operários (principalmente comunistas e anarquistas).

Leia mais: CPDOC. Ruptura ou continuidade?

domingo, 9 de junho de 2013

FILME: A ONDA

Em 1967, na Califórnia, o professor Ron Jones realizou a experiência com seus alunos que intitulou "A Terceira Onda" (leia relato traduzido). O assunto deu origem a um filme, depois, a um livro, e, em 2008, foi lançado o filme A Onda, do diretor Dennis Ganzel, baseado na mesma experiência.
O filme pode ajudar os estudantes do Ensino Básico a compreenderem pontos significativos de movimentos Totalitários.

domingo, 19 de maio de 2013

Revolução Industrial - Motor a vapor

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - MOTOR A VAPOR

A máquina a vapor, ou o motor a vapor, é uma máquina cujo movimento é gerado a partir do aquecimento da água. Portanto, como combustíveis são usados água e algo para gerar fogo. O fogo aquece a água, que vira vapor. O vapor movimenta o êmbolo. Quando o vapor sai, o êmbolo volta para o lugar. Quando o vapor entra novamente, ele volta a se movimentar.
Uma importante máquina a vapor foi inventada por James Watt (1736-1819). 

Fabricar algo manualmente ou fabricar com o auxílio de uma máquina é bastante diferente. E, os resultados também. Assim, a produção das mercadorias aumentou bastante depois da introdução da máquina a vapor.

Veja abaixo o vídeo com o funcionamento de uma máquina a vapor em um museu.


Steam engine in Science Museum Power gallery.ogv|thumb|180px












Abaixo veja uma mini máquina a vapor caseiro!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Grandes Civilizações: Antigo Egito

GRANDES CIVILIZAÇÕES: ANTIGO EGITO

A Série Grandes Civilizações dedicou dois vídeos para abordar o Antigo Egito. Abaixo aparecem os links para assistir aos pequenos vídeos.



EGITO: O Nilo


Vista aérea do Rio Nilo. Foto postada no
Panoramio por stefkuna, enviada em 12/03/2009.
O historiador grego, Heródoto, descreveu o Egito como "uma dádiva do Nilo", ressaltando que, sem o rio, aquela civilização não poderia existir. Para ter uma ideia do significado dessa frase, observe a foto ao lado. Veja que ao longo do rio há uma faixa verde e depois dessa faixa verde, um deserto! Sem dúvida, esse rio foi, e continua sendo, uma benção para a vida na região. 
Pirâmides de Dashour, pintado por
David Roberts (1796-1864),
representa o rio Nilo.

No entanto, não podemos esquecer a importância do trabalho dos camponeses no processo de plantio, colheita, e da própria irrigação. Ou seja, sem o trabalho humano, o Egito certamente não existiria.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

TEMA 4 - A REPÚBLICA NO BRASIL


Tema 4: A REPÚBLICA NO BRASIL 


      Palavras-chaves: repúblicaoligarquiavoto universalvoto abertovoto de cabrestocoronelismo, políticados governadores, política do café-com-leite, clientelismo, tenentismo, messianismo, classe operária, greve, anarco-sindicalismo, sanitarismo e cangaço.
      • HABILIDADES:
        • Identificar as principais características do Estado brasileiro em diferentes períodos da República.
        •  Estabelecer relações entre os processos de industrialização e urbanização ocorridos no Brasil e o movimento de imigração europeia .
        • Identificar e caracterizar os principais movimentos de contestação ao Império e sua influência na proclamação da República no Brasil.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tenentismo - Coluna Prestes

TENENTISMO - COLUNA PRESTES

A "Coluna Prestes" foi uma grande marcha de 25 mil kilômetros pelo interior do Brasil durante os anos de 1924-1927. Essa marcha ficou conhecida como "Coluna Prestes" em função de uma de suas lideranças, Luis Carlos Prestes. Os seus significados são diversos, mas, carrega um objetivo de contestação da situação social e política do Brasil durante a República Velha.

Tenentismo - 18 do Forte de Copacabana

TENENTISMO - 18 DO FORTE DE COPACABANA


O evento "18 do Forte" refere-se a uma marcha de 17 militares e 1 civil pela Avenida Atlântica, ocorrida no dia 5 de julho de 1922 (como mostra a famosa foto do evento).

Dos 18 participantes da marcha, apenas 2 sobreviveram pois os outros foram sendo baleados e mortos.

E pelo que esses 18 marchavam? Na verdade, foram os que persistiram da revolta de militares do  Forte de Copacabana contra o governo fraudulento e oligárquico da República Velha, e, mais especificamente, contra Arthur Bernardes.

Ao lado vemos um monumento dedicado aos participantes da revolta.




quinta-feira, 9 de maio de 2013

Revolta da Chibata

REVOLTA DA CHIBATA


A revolta da Chibata, foi uma revolta de marinheiros contra a aplicação de castigos físicos (dentre eles, a chibata) como forma de punição. As insatisfações eram crescentes até que um dos marinheiros foi condenado a 200 chibatadas, as quais recebeu até desmaiar. Esse foi o estopim: a partir daí começou a revolta dos marinheiros. O ano era 1910.

Essa revolta passou a ser conhecida do público e dos historiadores a partir do trabalho de Edmar Morel, um livro reportagem publicado em 1958. A partir de então, a revolta dos marinheiros, comandada pelo apelidado "Almirante negro", passou a fazer parte dos "assuntos" da História.




Mais informações sobre a Revolta da Chibata - Exposição Virtual - arquivo do Estado
Leia mais: A imprensa e o contexto da Revolta da Chibata: história e historiografia

terça-feira, 7 de maio de 2013

Revolta da Vacina

A Revolta da Vacina foi um confronto entre a população do Rio de Janeiro e a polícia ocorrido durante alguns dias de novembro de 1904. A causa aparente da revolta foi a obrigatoriedade da vacina contra a varíola: a população tinha receios em relação à vacina. 

No entanto, a população carioca já estava vivendo situações de descontentamento com medidas autoritárias do governo, dentre elas, a destruição de casa e a desapropriação para construção de grandes avenidas (reforma urbana). Ou seja, a situação já estava tensa e faltava uma "gota d'água" para que a população desse o seu grito de revolta.
Mais detalhes sobre a Revolta: clique aqui.


Para Nicolau Sevcenko a Revolta da Vacina foi um momento no qual a população, que já não aguentava mais a opressão, deu seu “...grito, uma convulsão de dor, uma vertigem de horror e indignação” (SEVCENKO, 1993, p.67). E a vacina teria sido somente um pretexto, um estopim para desencadear a revolta latente. A população vivia numa situação de opressão e marginalização causada pela sociedade urbana burguesa que pretendia entrar num novo “patamar” científico e tecnológico.

De forma diferente, José Murilo de Carvalho, descreve a Revolta da Vacina como sendo uma “revolta fragmentada de uma sociedade fragmentada”, e, o seu estopim não fora a imposição da vacina e sim o caráter moral dessa imposição: os habitantes não concebiam que as mulheres mostrassem seus corpos aos agentes de vacinação. A partir disso, surgiriam várias revoltas, com vários motivos, e, “...todos os cidadãos desrespeitados acertaram contas com o governo” (CARVALHO, 1987).

Filme sobre a Revolta da Vacina: Sonhos Tropicais

Guerra de Canudos

GUERRA DE CANUDOS


Localização de Canudos, no estado da Bahia.
É chamada de "Guerra de Canudos" o confronto ocorrido entre a população do povoado de Belo Monte (região próxima a fazenda Canudos) e tropas do governo. Esse confronto ocorreu entre os anos de 1896 e 1897.

A população de Belo Monte era liderada pelo beato Antônio Conselheiro que, com promessas de uma vida melhor, foi atraindo cada vez mais pessoas, que viviam na miséria, a irem morar em Belo Monte.

Dentre as principais causas do confronto entre essa população e o governo foi a possível ameaça que representavam pois recusavam-se a aceitar as "leis" impostas pelo governo da República.

Ao final, as tropas governamentais venceram, mas, não sem dificuldades.
Vista geral de Canudos. Foto: Flávio Barros
Igreja de Belo Monte destruída.
Foto: Flávio Barros
Corpo de Antônio Conselheiro.
Foto: Flávio Barros
Mulheres e crianças capturadas.
Foto: Flávio Barros

A guerra foi registrada pelo jornalista Euclides da Cunha, em seu livro Os Sertões.
Veja linha do tempo publicada em Estadao.com.br 



Cangaço

O CANGAÇO

O Cangaço foi um movimento ocorrido no Nordeste ao longo do século XIX cujo fim foi em 1938 com a morte do último bando chefiado por Virgulino Ferreira (Lampião). Os significados desse movimento são controversos pois, para uns, os cangaceiros foram bandidos que assustavam a população em função das práticas constantes de violência. Para outros, foi um movimento de contestação ao governo e, portanto, um tipo de movimento "revolucionário".
Os bandos de cangaceiros, como eram chamados os participantes desse movimento, vagavam pelo sertão, sem moradia fixa.

Abaixo é possível ver uma das poucas imagens em movimento do bando de Lampião filmadas por Benjamim Abraão e inseridas no filme Baile Perfumado (Paulo Caldas e Lírio Ferreira, 1996)


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Crise de 1929 e a solução: New Deal

CRISE DE 1929 E A SOLUÇÃO: NEW DEAL

Com a crise de 1929, muitas empresas norte americanas foram à falência, e, muitas pessoas ficaram DESEMPREGADAS. A quebra da BOLSA DE NOVA YORK deixou a situação ainda pior com a falência de milhares de pessoas que investiam em ações. Assim, a pobreza reinava nas
ruas... havia filas de pessoas em busca de empregos, filas de pessoas em busca de comida, filas e filas...

Durante os anos seguintes à crise, o governo norte americano não tomou atitudes significativas pois tinha como princípio o Liberalismo, ou seja, não interferia na economia. No entanto, medidas eram necessárias pois a crise econômica e social se alastrava e a pobreza aumentava.

O presidente Franklin D. Roosevelt, no entanto, eleito em 1933, resolver implementar um conjunto de ações para "salvar" a economia. Esse conjunto de ações foi chamado de "NEW DEAL" (Novo Acordo) e consistia na INTERVENÇÃO do governo na economia. 

Obra para melhorar a navegação do rio Mississippi, 1934.
Assim, o governo passou a financiar grandes obras púbicas para dar TRABALHO a muitos desempregados. Com isso, essas pessoas poderiam COMPRAR e movimentar a economia. 

PWA Construction Site in Washington, D.C.
Franklin Roosevelt Library

Além disso, o governo criou BANCOS para financiar o setor agrícola e industrial. Várias outras medidas foram tomadas, tais como diminuir as horas de trabalho, criar salário-desemprego, controlar a produção, etc...

Com essas medidas, aos poucos a economia voltou a "funcionar" e, por volta da década de 1940 já estava normalizada. (V.A.F.)


O QUE VOCÊ ACHA?

Observe a charge abaixo e tente descobrir qual é a "mensagem" presente nela.



Tenentismo

TENENTISMO

O tenentismo foi o nome dado a um "movimento" que envolvia a revolta de tenentes (militares) contra o governo civil da Primeira República. As revoltas mais significativas destes tenentes foram a do "Forte de Copacabana", em 1922; a revolta Paulista de 1924; a "Coluna Prestes" (1924-1927) e, também, o seu envolvimento na Revolução de 1930.

Política dos governadores

 

Num Sistema Tripartite de Poder, ou seja, no qual há separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, frequentemente há divergências entre os anseios do Poder Executivo e as posturas do Poder Legislativo, principalmente quando estes representam grupos políticos diferentes. Ou seja, isso pode ocorrer quando um Presidente(a) é de um partido político e a maioria dos membros do Senado ou Câmara dos Deputados são de outro partido: em função da diferença partidária os senadores e deputados podem votar contra os projetos de Lei apoiados pelo Presidente(a). 
Para não ter esse tipo de problema, o Governo Federal, na figura do Presidente, na República Velha, tinha acordo com os Governos Estaduais para que os "coronéis" indicassem membros a favor da Presidência para ocupar o Poder Legislativo Federal. Desta maneira, o presidente da República não enfrentava oposições em suas decisões.


 

sábado, 4 de maio de 2013

crise de 1929

Você sabe o que é BOLSA DE VALORES? 

A Bolsa de Valores é um  MERCADO cujas mercadorias compradas e vendidas são chamadas de AÇÕES. As ações são "pedacinhos" de uma empresa, ou seja, quando o dono (ou os donos) decidem colocar parte de sua empresa á venda no mercado (Bolsa de Valores) ela é dividida em pequenas partes chamadas de AÇÕES. Essas ações ficam á venda a espera de compradores.

Quando alguém compra uma ação ele passa a ser "dono" de uma pequena parte da empresa e pode colocar novamente à venda (as ações que comprou) por um preço mais alto, ou mais baixo, dependendo do "mercado". Assim, se você compra uma ação por 10,00 reais e vende por 12,00 você tem um lucro de 2,00. Talvez você ache esse valor pequeno, mas, normalmente não se compra apenas 1 ação, mas, conjuntos de 100 ações. Assim, se comprou a 10,00 cada ação e vende por 12,00, você terá um lucro de 200,00. Faça as contas para quem compra 1.000 ações... O lucro será grande. Da mesma forma, se compra por 10,00 e tiver que vender por 8,00 (porque ninguém mais compra por 10,00) você terá um prejuízo de 200,00.

E quando terá lucro com suas vendas de ações? Quando a empresa estiver em um bom momento e tendo bons rendimentos. E, quando terá prejuízo com as vendas das suas ações? Quando a empresa não for "sólida", ou estiver "na pior" ou, até, indo à falência.

Na crise de 1929, ocorreu a "Quebra da Bolsa de Nova York" no dia em que todo mundo que tinha comprado ações naquela Bolsa queria VENDER e ninguém queria COMPRAR. Ou seja, aquela ação que você comprou por 10,00, você tenta vender por 8,00 e ninguém compra; tenta 7,00 e ninguém compra; tenta 5,00 e ninguém compra; tenta 3,00 e ninguém compra... enfim... o valor da sua ação vai acabar chegando a ZERO. E foi isso que ocorreu numa quinta-feira negra de outubro de 1929! 

Foi um desastre! Vários americanos tinham investido todo o seu dinheiro e ações. E, de repente, não tinha mais nenhum dinheiro! (V.A.F.)

Veja abaixo mais informações sobre essa crise de 1929!




Vejam o exemplo do FACEBOOK: as ações, depois de passarem a ser comercializadas, tiveram seus valores reduzidos. Abaixo vejam reportagem da Revista Veja (on line) de 04/09/12.

QUAL É A SUA OPINIÃO?

Se você tivesse dinheiro guardado e quisesse fazer esse dinheiro "render" mais, você iria preferir colocar numa "caderneta de Poupança" ou comprar ações de grandes empresas? 

Coronelismo

CORONELISMO

"Coronelismo" é uma palavra que denomina uma prática política característica que envolve uma estrutura de poder comandada por homens poderosos e influentes de uma determinada região, apelidados de "coronéis". Assim, esses "coronéis" ocupam posições de destaque na sociedade e assumem posições de comandantes.
Essa prática foi muito comum na República Velha e esse "coronéis" controlavam as votações municipais a partir do "voto de cabresto".

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Voto Aberto e Voto Secreto



O "voto aberto" está em oposição ao "voto secreto", ou seja, no primeiro caso ele pode ser visto pelas outras pessoas enquanto no segundo caso ninguém pode ver em quem o eleitor votou. O "voto aberto" não garante o sigilo ao eleitor ficando este sujeito ao controle de outras pessoas. Já o "voto secreto", adotado atualmente, é uma conquista pois garante a liberdade do eleitor de votar em quem de fato quiser sem a justificativa de ser "controlado" por alguém. 
A Constituição de 1891 definia o voto como "aberto".

Atualmente há um debate sobre a questão do "voto aberto" dos parlamentares para que a população possa acompanhar mais de perto em quem/que os deputados e senadores estão votando.


Agora é sua vez:

1. Você prefere que o voto seja "aberto" ou "secreto" nas eleições municipais, estaduais e nacionais? Por quê?
2. E o voto dos parlamentares, você acha que ele deve ser aberto ou secreto? Justifique.

Voto Universal

"Voto universal" ou "sufrágio universal" é o nome dado àquele voto que é aberto à todas as pessoas da sociedade sem excluir ninguém seja pela etnia, gênero, renda, categoria profissional. Ou seja, quando o voto é "universal" isso significa que todas as pessoas da sociedade podem votar, tendo apenas restrições em relação à idade, mas não à pessoa.

O voto universal pode ser direto quando todos votam, ou, indireto quando a população elege um grupo (colégio eleitoral) e esse grupo escolhe os governantes.

No Brasil atual, o voto é universal pois não há restrições de voto a ninguém, exceto aqueles que tem idade abaixo de 16 anos. Prática esta, por exemplo, diferente daquela adotada na Constituição de 1891 a partir da qual não poderiam votar os analfabetos, mendigos, religiosos, soldados, mulheres e pessoas abaixo de 21 anos.

Em várias partes do mundo, em fins do século XIX e início do século XX, mulheres lutaram pelo direito ao voto. E conseguiram!

Voto de Cabresto

VOTO DE CABRESTO


Autoria: Alfredo Storni, 1927.


"Voto de cabresto" é o nome dado a uma prática de controle do voto por parte de pessoas "poderosas". 

Nos primeiros anos da República no Brasil essa foi uma prática muito comum e alvo de muitas críticas, como podemos perceber na charge ao lado.

Algumas práticas atuais são caracterizadas como "voto de cabresto" quando se quer ressaltar que o voto do eleitor é, de alguma maneira, controlado por alguém, como denuncia a charge abaixo.
publicado no blog Discurso Historiográfico