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domingo, 10 de agosto de 2014

Constituições Brasileiras

Matutando
Constituição é um conjunto de normas que organizam como o governo vai funcionar. Você tem uma tem uma Constituição em casa? Você já leu a Constituição Brasileira? (Constituição Brasileira atual)

E como essas leis são escritas? Bom, o certo seria os representantes da população se reunirem, conversarem, debaterem para chegar a um acordo de quais seriam as regras que entrariam neste livro tão importante. Esse grupo de pessoas reunidas é chamado de Assembleia Constituinte. Mas, às vezes não é bem assim.

O Brasil já teve 7 Constituições! Acredita?

sábado, 26 de julho de 2014

Atividade - Segunda Guerra em Jogo

Para compreender a dinâmica espacial da Segunda Guerra Mundial, desenvolvi uma atividade que intitulei "Segunda Guerra em Jogo" que consiste em uma aula sobre o processo da Segunda Guerra utilizando um grande mapa e a participação dos alunos.

II Guerra Mundial (1939-1945)

Hiroshima depois da Bomba Atômica.
Apud Wikipédia
A Segunda Guerra Mundial (1939-1945), mesmo não tendo sido desejada pela maioria dos países participantes, diferente da Primeira Grande Guerra  (1914-1918), durou tempo suficiente para causar milhares e milhares de mortos (em torno de 60 milhões) e muito estrago. No entanto, os dois grandes traumas causados pela guerra foram o HOLOCAUSTO e as duas BOMBAS ATÔMICAS.
Bomba atômica em Nagazaki.
Apud  Wikipédia


Ao estudarmos a Segunda Guerra Mundial, precisamos compreender os ANTECEDENTES (o que gerou a guerra); o PROCESSO (como foi a guerra em si) e as CONSEQUÊNCIAS (ou seja, como terminou a guerra e o que isso gerou para os países). Claro que não vamos nos aprofundar em nenhum desses itens, mas, pelo menos, entender alguns aspectos fundamentais.

ANTECEDENTES
Bom, uma guerra não ocorre de repente, de um dia para o outro. A Primeira Guerra Mundial, que já estudamos, deixou marcas profundas e feridas não cicatrizadas. Um grande país bastante prejudicado foi a Alemanha (Tratado de Versalhes). A ascensão de Hitler e do Nazismo foram fundamentais para a ocorrência da Segunda Grande Guerra.
Antes da guerra começar, Hitler já estava invadindo territórios que declarava pertencer à Alemanha por direito. No entanto, um país declarou não aceitar a invasão: a Polônia. Portanto, a Segunda Guerra Mundial começa quando, em setembro de 1939, Hitler invade a Polônia. No entanto, havia outras guerras em curso: A Itália estava em guerra com a Etiópia e o Japão já estava em guerra com a China. Ou seja, as guerras vão virar uma guerra mundial.

Legenda: azul - nazismo (Eixo) / vermelho: Aliados
"Second world war europe animation small".
Licenciado sob CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons.
PROCESSO
A Segunda Guerra, na Europa, pode ser dividida, em linhas gerais, em duas fases.

  • A primeira de expansão do EIXO (Alemanha, Itália e Japão), principalmente do nazismo. 
  • E a segunda de expansão dos ALIADOS, com a entrada da União Soviética (URSS) e dos EUA na guerra. A partir dessa virada, os Aliados vencem a guerra e invadem a Alemanha, encurralando Hitler e os nazistas.
Observe na animação que, inicialmente, há uma expansão do azul (Eixo - nazismo). Depois, do vermelho (que representa os Aliados - URSS, EUA e Reino Unido). Terminando a guerra, a Europa está toda dominada pelo vermelho. E vencem os Aliados!



CONSEQUÊNCIAS
(incompleto)
Duração: 1939-1945
Número de mortos aproximado: 60 milhões



Audiovisuais sobre a II Guerra Mundial
(incompleto)

  • A Segunda Guerra Mundial em Cores: documentário dividido em três partes mostra imagens inéditas, em cores, de bombardeios e batalhas, além de fazer uma explicação clara sobre o processo da guerra.





quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Onda (Dennis Gansel, 2008)

O filme "A Onda" (Dennis Gansel, 2008) é baseado em uma experiência relatada por um professor na Califórnia em 1967 (veja postagem). Esse filme pode ser um interessante instrumento para debater com alunos da 8ª série as características de regimes totalitários.
No filme, um professor resolve fazer uma experiência com seus alunos quando estes revelam acreditar "ser impossível" surgir outra ditadura na Alemanha. A partir de alguns elementos essenciais, o "Sr. Wenger" vai construindo sua própria ditadura.
Esses elementos podem ser comparados aos dos diferentes movimentos nazi-fascistas, como veremos abaixo.


LIDERANÇA:

Fotograma - A Onda
O primeiro elemento criado foi o líder respeitado e carismático que pudesse impor disciplina e em torno do qual as pessoas pudessem se unir. No filme, o professor é escolhido para ser tal líder. Esse personagem pode ser associado aos líderes totalitários, Adolf Hitler; Benito Mussolini, e também ao representante brasileiro desta ideologia, que foi Plínio Salgado.


B. Mussolini, Itália
A. Hitler, Alemanha, 1937
Plínio Salgado, Brasil
DISCIPLINA

Após a escolha do líder, este passou a criar uma disciplina a partir da organização espacial da sala, da organização dos alunos com ações tais como levantar ao falar, ter objetividade, etc... De acordo com o professor, "disciplina é poder". 


UNIFICAÇÃO ATRAVÉS DO UNIFORME

Fotograma A Onda

O professor convence os alunos a adotarem um uniforme, que, no caso, era uma camisa branca. A personagem que decide não usar a camisa branca é discriminada pelo grupo e excluída posteriormente.



Camisas Verdes, Brasil, 1935

Camisas Negras, Roma, 1922
Tropa nazista em Nuremberg, Alemanha


IDENTIFICAÇÃO ATRAVÉS DE UM NOME E UM SÍMBOLO

Simbolo adotado no filme "A Onda"

Após a adoção do uniforme, que servia como um sinal visual de pertencimento a um grupo, o professor seleciona um nome para o grupo e o nome escolhido foi "A ONDA". A partir daí, passam a elaborar um símbolo.
Fascio, símbolo fascista

Suástica, símbolo nazista
Zigma, símbolo integralista












SAUDAÇÃO

Fotograma - A Onda

Saudação Integralista
Saudação fascista
Saudação nazista
Fotograma A Onda - ao final, o professor cria um movimento ditatorial no qual os alunos são controlados por ele.






domingo, 30 de março de 2014

Manchetes do Golpe - 50 anos atrás

Na madrugada de 31 de março de 1964, tropas do Exército tomaram as ruas e dirigiram-se a centros estratégicos do poder para depor o presidente da república, democraticamente eleito pelo povo, João Goulart. Depois de 50 anos, o termo "golpe militar" se popularizou nas análises acadêmicas e na mídia em geral. Apenas umas poucas vozes anacrônicas continuam falando em "revolução".
Curiosamente, no entanto, na época, diversos jornais importantes adotaram posturas de apoio ao golpe como podemos ver pelas manchetes ou trechos abaixo, reunidos por Cristiane Costa.

Correio da Manhã - "Basta!" - 31 de março de 1964
 "O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!"

Correio da Manhã - "Fora!" - 1 de abril de 1964
"Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!"

Estado de São Paulo - São Paulo repete 32 -  1 de abril de 1964
"Minas desta vez está conosco"... "dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições."

Jornal do Brasil/RJ, edição de 01 de abril de 1964
“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.

Editorial do Jornal do Brasil/RJ - 1º de Abril de 1964
“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”

O Globo/RJ - 02 de abril de 1964 
"Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada"... "atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal".

O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964
“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”

O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964
“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade.


Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964
“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.”

Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964
“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”

O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964
“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. (...) Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições."

Adaptado de Carta Maior

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Cavalo de Guerra, histórias da guerra

"CAVALO DE GUERRA", HISTÓRIAS DA GUERRA

O filme "Cavalo de Guerra" (Steven Spielberg, 2011), tendo como eixo narrativo a trajetória de um cavalo, narra diversas histórias de guerra. A cada novo dono, a cada novo lugar no qual passa o personagem, novas outras histórias emergem. Com essas diferentes histórias, o filme problematiza a dureza da Primeira Guerra Mundial, o uso de armamentos pesados, a guerra de trincheiras e, principalmente, a destruição causada por ela. 


Trailer do filme "Cavalo de Guerra"

Veja o site (em inglês) sobre o cavalo que inspirou o filme: Warrior - Real War Horse

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ERA VARGAS - Introdução

ERA VARGAS - INTRODUÇÃO


O objetivo de estudar esse período é compreender que foi "... marcado por contradições, no qual propostas modernizadoras no âmbito social e econômico conviviam com o conservadorismo político e também social, pois apesar de terem sido contempladas algumas reivindicações populares, garantiu-se a ordem estabelecida, de acordo com os interesses da elite." (SPFE, 9 ano/vol2, p.33).

Getúlio Vargas foi o governante que mais tempo ficou no poder. Durante seu governo muitas mudanças ocorreram no Brasil: foram lançadas as bases do Brasil moderno. Por outro lado, seu governo foi também marcado pela ditadura, repressão e censura. Amado pelo povo, odiado por poderosos grupos da elite econômica. É uma figura contraditória e teve um governo contraditório.

Seu governo pode ser dividido em quatro fases:

1) Governo Provisório - 1930 a 1934
2) Governo Constitucional - 1943 a 1937
3) Ditadura do Estado Novo - 1937 a 1945
4) Segundo Governo Vargas - 1951 a 1954

Debate sobre Getúlio Vargas

ORIENTAÇÕES PARA O DEBATE SOBRE GETÚLIO VARGAS


Realizaremos um debate na sala de aula no qual a turma será divida em dois grupos. Um grupo irá defender a ideia concordando com o título de "pai dos pobres" para Getúlio Vargas e o outro grupo irá discordar isso, afirmando, ao contrário, que ele foi "mãe dos ricos".

ORIENTAÇÕES:

No grupo deverá ter as seguintes funções:
  • 1 Mediador (Este vai garantir o equilíbrio do grupo permitindo que todos participem)
  • 2 Oradores (Responsáveis por falarem em nome do grupo)
  • 2 Redatores (Responsáveis por escreverem e relatarem o que ocorre no grupo)
  • 1 Controlador do tempo (para o debate)
  • Pesquisadores (Auxiliarão no levantamento de argumentos para o grupo)
ANTES DO DEBATE:
  • Elaboração uma apresentação de 5 minutos - apresentado a defesa e os argumentos do grupo.
  • Elaboração de três boas perguntas para o grupo adversário.
  • Esboçar uma conclusão, que poderá ser modificada de acordo com o Debate.
  • Preparação para as respostas ao grupo adversário, pesquisando sobre possíveis argumentos.
NO DEBATE - REGRAS:

  • Apresentação - 5 minutos - 1 ponto (clareza, objetividade, uso do tempo, argumentos)
  • Sorteio para saber quem fará a primeira pergunta.
  • Pergunta - 1 minuto - 1 ponto (clareza, objetividade, argumento)
  • Resposta - 3 minutos - 1 ponto 
  • Cada grupo fará 3 perguntas (intercaladas com as respostas)
  • Conclusão - 5 minutos - 1 ponto

  • Vencedor: o grupo que obtiver maior pontuação
BOM TRABALHO!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Revolução de 1930: desenrolar dos acontecimentos

REVOLUÇÃO DE 1930: DESENROLAR DOS ACONTECIMENTOS

A eleição presidencial de 1930 gerou o pretexto necessário que levou ao movimento conhecido como "Revolução de 1930" na qual uniram-se os descontentes com a política brasileira. 

Inicialmente, o presidente paulista Washington Luís indicava interesse que seu sucessor fosse um outro "paulista", Júlio Prestes. Isso gerou controvérsias entre os "mineiros" que estavam sendo excluídos do velho jogo do "café com leite".

Getúlio Vargas, ex-ministro do presidente, foi o escolhido para opor-se ao candidato do governo. Formou-se um grupo de oposição chamado Aliança Liberal que contava com o apoio de vários outros estados. O paraibano João Pessoa foi o candidato a vice-presidente.

A Aliança Liberal fez campanhas por todo o país contando com grandes manifestações populares. As eleições foram realizadas em 1º de março de 1930. No entanto, Getúlio Vargas, candidato da Aliança Liberal, foi derrotado nas urnas e, com isso, reacenderam-se as vontades revolucionárias (tenentismo). O pretexto veio com o assassinato de João Pessoa (por João Dantas em 26 de julho de 1930, no Recife).

Durante os meses de agosto e setembro a revolução foi preparada em diversos estados. E eclodiu no Rio Grande do Sul e Minas Gerais em 3 de outubro. Rapidamente o movimento se espalhou e avançou para Santa Catarina e Paraná em poucos dias. Em Minas Gerais, o movimento também foi grande. Eles mobilizaram o estado e avançaram para o Espírito Santo. No Nordeste houve um pequeno atraso no início, mas, na madrugada de 4 de outubro iniciou-se o movimento revolucionário que, logo conseguiu espalhar-se pelos estados de Pernambuco e Paraíba. Depois de algumas semanas faltava apenas os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pará a serem dominados pelos revoltosos. 

No entanto, em 24 de outubro, o presidente Washington Luís foi deposto e o cargo foi ocupado por uma junta composta de militares. No dia 28, alguns líderes chegaram ao Rio de Janeiro para debater sobre o novo governo. O chefe supremo da revolução, Getúlio Vargas, chegou ao Rio de Janeiro no dia 31 e foi bastante homenageado. Ele assumiu o governo como chefe do Governo Provisório da República em 3 de novembro de 1930.

terça-feira, 16 de julho de 2013

"REVOLUÇÃO DE 1930": GOLPE OU REVOLUÇÃO?

Diz-se que as revoluções provocam grandes mudanças e, por isso, recebem este nome. No entanto, há algumas revoluções sociais que na interpretação de alguns geraram "rupturas" mas, para outros, elas não geraram mudanças, mas, mantiveram "continuidades". Ou, há ainda revoluções que promoveram tanto "rupturas" quanto "continuidades". Ou seja, provocaram mudanças mas também mantiveram as mesmas coisas que ocorriam antes.
 Para compreender o caso da "Revolução de 30" vejamos o seu contexto. Vamos lembrar que nas primeiras décadas da República foi adotada acordo do  "café com leite", ou "política oligárquica", na qual os presidentes eram, ora de São Paulo, ora de Minas Gerais. Ou seja, apenas pessoas da elite desses dois estados poderiam ser presidentes. E os outros estados? Poderiam até se candidatar, mas, não venciam. Como assim?! Ora, com fraude e controle dos votos. Assim, vencia aquele que já era o escolhido.
Bom, para as eleições de 1930 ao invés da indicação do mineiro, pois era a sua vez, foi indicado outro paulista. Isso causou indignações nos mineiros que, aliando-se aos outros estados, formaram um grupo e lançaram um candidato forte: Getúlio Vargas. Este perdeu nas eleições, mas, apesar disso, foi posto no poder depois da "Revolução de 30".

Como compreender a Revolução de 1930? Vamos citar 3 interpretações:

1.     A primeira interpretação afirma que a Revolução foi feita por burgueses e portanto pela elite da sociedade (Nelson Werneck Sodré e Virgílio Santa Rosa). Elite composta por industriais que se fortaleceram depois da I Guerra Mundial. Esses industriais eram contra as políticas que favoreciam a "economia agrária do país" (plantação de café). Assim, em 1930 houve uma revolução pois o governo passou a valorizar e ampliar a economia industrial em detrimento da economia agrária.

2.     Outra interpretação é contrária a esta. Boris Fausto  alega que a elite industrial não tinha força suficiente para derrubar o poder. Para ele, a revolução foi um "rearranjo" de forças dentro da própria elite. Com Getúlio Vargas foi possível desenvolver o mercado interno e o Brasil passou a "desenvolver-se" politicamente e economicamente.

3.     Há, no entanto, além dessas interpretações, trabalhos desenvolvidos na década de 1980 que lançaram focos sobre a classe operária indicando que, o ocorrido  em 1930 tinha o objetivo de "calar" a voz dos movimentos sociais (operários). Ou seja, "façamos a revolução antes que o povo a faça".

Assim, a "Revolução de 1930" é compreendida por alguns como uma ruptura e mudança na política brasileira. E, por outros, como um golpe que calou a força da organização dos movimentos operários (principalmente comunistas e anarquistas).

Leia mais: CPDOC. Ruptura ou continuidade?

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tenentismo - Coluna Prestes

TENENTISMO - COLUNA PRESTES

A "Coluna Prestes" foi uma grande marcha de 25 mil kilômetros pelo interior do Brasil durante os anos de 1924-1927. Essa marcha ficou conhecida como "Coluna Prestes" em função de uma de suas lideranças, Luis Carlos Prestes. Os seus significados são diversos, mas, carrega um objetivo de contestação da situação social e política do Brasil durante a República Velha.

Tenentismo - 18 do Forte de Copacabana

TENENTISMO - 18 DO FORTE DE COPACABANA


O evento "18 do Forte" refere-se a uma marcha de 17 militares e 1 civil pela Avenida Atlântica, ocorrida no dia 5 de julho de 1922 (como mostra a famosa foto do evento).

Dos 18 participantes da marcha, apenas 2 sobreviveram pois os outros foram sendo baleados e mortos.

E pelo que esses 18 marchavam? Na verdade, foram os que persistiram da revolta de militares do  Forte de Copacabana contra o governo fraudulento e oligárquico da República Velha, e, mais especificamente, contra Arthur Bernardes.

Ao lado vemos um monumento dedicado aos participantes da revolta.




quinta-feira, 9 de maio de 2013

Revolta da Chibata

REVOLTA DA CHIBATA


A revolta da Chibata, foi uma revolta de marinheiros contra a aplicação de castigos físicos (dentre eles, a chibata) como forma de punição. As insatisfações eram crescentes até que um dos marinheiros foi condenado a 200 chibatadas, as quais recebeu até desmaiar. Esse foi o estopim: a partir daí começou a revolta dos marinheiros. O ano era 1910.

Essa revolta passou a ser conhecida do público e dos historiadores a partir do trabalho de Edmar Morel, um livro reportagem publicado em 1958. A partir de então, a revolta dos marinheiros, comandada pelo apelidado "Almirante negro", passou a fazer parte dos "assuntos" da História.




Mais informações sobre a Revolta da Chibata - Exposição Virtual - arquivo do Estado
Leia mais: A imprensa e o contexto da Revolta da Chibata: história e historiografia

terça-feira, 7 de maio de 2013

Revolta da Vacina

A Revolta da Vacina foi um confronto entre a população do Rio de Janeiro e a polícia ocorrido durante alguns dias de novembro de 1904. A causa aparente da revolta foi a obrigatoriedade da vacina contra a varíola: a população tinha receios em relação à vacina. 

No entanto, a população carioca já estava vivendo situações de descontentamento com medidas autoritárias do governo, dentre elas, a destruição de casa e a desapropriação para construção de grandes avenidas (reforma urbana). Ou seja, a situação já estava tensa e faltava uma "gota d'água" para que a população desse o seu grito de revolta.
Mais detalhes sobre a Revolta: clique aqui.


Para Nicolau Sevcenko a Revolta da Vacina foi um momento no qual a população, que já não aguentava mais a opressão, deu seu “...grito, uma convulsão de dor, uma vertigem de horror e indignação” (SEVCENKO, 1993, p.67). E a vacina teria sido somente um pretexto, um estopim para desencadear a revolta latente. A população vivia numa situação de opressão e marginalização causada pela sociedade urbana burguesa que pretendia entrar num novo “patamar” científico e tecnológico.

De forma diferente, José Murilo de Carvalho, descreve a Revolta da Vacina como sendo uma “revolta fragmentada de uma sociedade fragmentada”, e, o seu estopim não fora a imposição da vacina e sim o caráter moral dessa imposição: os habitantes não concebiam que as mulheres mostrassem seus corpos aos agentes de vacinação. A partir disso, surgiriam várias revoltas, com vários motivos, e, “...todos os cidadãos desrespeitados acertaram contas com o governo” (CARVALHO, 1987).

Filme sobre a Revolta da Vacina: Sonhos Tropicais

Guerra de Canudos

GUERRA DE CANUDOS


Localização de Canudos, no estado da Bahia.
É chamada de "Guerra de Canudos" o confronto ocorrido entre a população do povoado de Belo Monte (região próxima a fazenda Canudos) e tropas do governo. Esse confronto ocorreu entre os anos de 1896 e 1897.

A população de Belo Monte era liderada pelo beato Antônio Conselheiro que, com promessas de uma vida melhor, foi atraindo cada vez mais pessoas, que viviam na miséria, a irem morar em Belo Monte.

Dentre as principais causas do confronto entre essa população e o governo foi a possível ameaça que representavam pois recusavam-se a aceitar as "leis" impostas pelo governo da República.

Ao final, as tropas governamentais venceram, mas, não sem dificuldades.
Vista geral de Canudos. Foto: Flávio Barros
Igreja de Belo Monte destruída.
Foto: Flávio Barros
Corpo de Antônio Conselheiro.
Foto: Flávio Barros
Mulheres e crianças capturadas.
Foto: Flávio Barros

A guerra foi registrada pelo jornalista Euclides da Cunha, em seu livro Os Sertões.
Veja linha do tempo publicada em Estadao.com.br 



Cangaço

O CANGAÇO

O Cangaço foi um movimento ocorrido no Nordeste ao longo do século XIX cujo fim foi em 1938 com a morte do último bando chefiado por Virgulino Ferreira (Lampião). Os significados desse movimento são controversos pois, para uns, os cangaceiros foram bandidos que assustavam a população em função das práticas constantes de violência. Para outros, foi um movimento de contestação ao governo e, portanto, um tipo de movimento "revolucionário".
Os bandos de cangaceiros, como eram chamados os participantes desse movimento, vagavam pelo sertão, sem moradia fixa.

Abaixo é possível ver uma das poucas imagens em movimento do bando de Lampião filmadas por Benjamim Abraão e inseridas no filme Baile Perfumado (Paulo Caldas e Lírio Ferreira, 1996)


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Crise de 1929 e a solução: New Deal

CRISE DE 1929 E A SOLUÇÃO: NEW DEAL

Com a crise de 1929, muitas empresas norte americanas foram à falência, e, muitas pessoas ficaram DESEMPREGADAS. A quebra da BOLSA DE NOVA YORK deixou a situação ainda pior com a falência de milhares de pessoas que investiam em ações. Assim, a pobreza reinava nas
ruas... havia filas de pessoas em busca de empregos, filas de pessoas em busca de comida, filas e filas...

Durante os anos seguintes à crise, o governo norte americano não tomou atitudes significativas pois tinha como princípio o Liberalismo, ou seja, não interferia na economia. No entanto, medidas eram necessárias pois a crise econômica e social se alastrava e a pobreza aumentava.

O presidente Franklin D. Roosevelt, no entanto, eleito em 1933, resolver implementar um conjunto de ações para "salvar" a economia. Esse conjunto de ações foi chamado de "NEW DEAL" (Novo Acordo) e consistia na INTERVENÇÃO do governo na economia. 

Obra para melhorar a navegação do rio Mississippi, 1934.
Assim, o governo passou a financiar grandes obras púbicas para dar TRABALHO a muitos desempregados. Com isso, essas pessoas poderiam COMPRAR e movimentar a economia. 

PWA Construction Site in Washington, D.C.
Franklin Roosevelt Library

Além disso, o governo criou BANCOS para financiar o setor agrícola e industrial. Várias outras medidas foram tomadas, tais como diminuir as horas de trabalho, criar salário-desemprego, controlar a produção, etc...

Com essas medidas, aos poucos a economia voltou a "funcionar" e, por volta da década de 1940 já estava normalizada. (V.A.F.)


O QUE VOCÊ ACHA?

Observe a charge abaixo e tente descobrir qual é a "mensagem" presente nela.



sábado, 4 de maio de 2013

crise de 1929

Você sabe o que é BOLSA DE VALORES? 

A Bolsa de Valores é um  MERCADO cujas mercadorias compradas e vendidas são chamadas de AÇÕES. As ações são "pedacinhos" de uma empresa, ou seja, quando o dono (ou os donos) decidem colocar parte de sua empresa á venda no mercado (Bolsa de Valores) ela é dividida em pequenas partes chamadas de AÇÕES. Essas ações ficam á venda a espera de compradores.

Quando alguém compra uma ação ele passa a ser "dono" de uma pequena parte da empresa e pode colocar novamente à venda (as ações que comprou) por um preço mais alto, ou mais baixo, dependendo do "mercado". Assim, se você compra uma ação por 10,00 reais e vende por 12,00 você tem um lucro de 2,00. Talvez você ache esse valor pequeno, mas, normalmente não se compra apenas 1 ação, mas, conjuntos de 100 ações. Assim, se comprou a 10,00 cada ação e vende por 12,00, você terá um lucro de 200,00. Faça as contas para quem compra 1.000 ações... O lucro será grande. Da mesma forma, se compra por 10,00 e tiver que vender por 8,00 (porque ninguém mais compra por 10,00) você terá um prejuízo de 200,00.

E quando terá lucro com suas vendas de ações? Quando a empresa estiver em um bom momento e tendo bons rendimentos. E, quando terá prejuízo com as vendas das suas ações? Quando a empresa não for "sólida", ou estiver "na pior" ou, até, indo à falência.

Na crise de 1929, ocorreu a "Quebra da Bolsa de Nova York" no dia em que todo mundo que tinha comprado ações naquela Bolsa queria VENDER e ninguém queria COMPRAR. Ou seja, aquela ação que você comprou por 10,00, você tenta vender por 8,00 e ninguém compra; tenta 7,00 e ninguém compra; tenta 5,00 e ninguém compra; tenta 3,00 e ninguém compra... enfim... o valor da sua ação vai acabar chegando a ZERO. E foi isso que ocorreu numa quinta-feira negra de outubro de 1929! 

Foi um desastre! Vários americanos tinham investido todo o seu dinheiro e ações. E, de repente, não tinha mais nenhum dinheiro! (V.A.F.)

Veja abaixo mais informações sobre essa crise de 1929!




Vejam o exemplo do FACEBOOK: as ações, depois de passarem a ser comercializadas, tiveram seus valores reduzidos. Abaixo vejam reportagem da Revista Veja (on line) de 04/09/12.

QUAL É A SUA OPINIÃO?

Se você tivesse dinheiro guardado e quisesse fazer esse dinheiro "render" mais, você iria preferir colocar numa "caderneta de Poupança" ou comprar ações de grandes empresas?